Geadas no Paraná e Mato Grosso do Sul podem impactar produção de milho mas colheita deve ser preservada

As geadas esperadas para os próximos dias podem causar problemas nas lavouras de milho do Paraná e Mato Grosso do Sul, os estados que ocupam a segunda e terceira posição na produção do cereal na segunda safra, conforme alertaram especialistas.

Para a terça-feira, foi apontada uma alta probabilidade de geadas na região Sul, com previsão de geadas fortes no sul do Paraná e moderadas a fracas em outras áreas, segundo o Simepar. Uma massa polar se deslocará na quarta-feira, trazendo frio para Mato Grosso do Sul, Paraguai, São Paulo e sul de Minas Gerais, região importante para a produção de café.

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos afirmou que, apesar do potencial impacto, a situação não se compara à severidade das geadas de 2021, que afetaram diversas culturas, incluindo café e cana-de-açúcar. Santos destacou que, embora áreas de milho possam ser afetadas, o impacto deve ser pontual, uma vez que a ocorrência de geadas intensas está concentrada no sul do Paraná, onde a área plantada é limitada.

O Paraná deve colher recordes de 16,15 milhões de toneladas de milho na segunda safra, enquanto a produção do Mato Grosso do Sul é estimada em 11,5 milhões de toneladas. O efeito das geadas nas áreas que ainda têm milho em fase de enchimento dependerá da intensidade do frio, mas muitos campos já estão prontos para a colheita.

Embora a produção intensa nas lavouras de milho mais avançadas tenha um menor risco de impactos afetando drasticamente a colheita, a qualidade pode ser prejudicada. Atualmente, a segunda safra brasileira de milho, que representa mais de 75% da colheita total do país, está projetada em 101 milhões de toneladas.

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