Exportações de carne de frango do Brasil caem 1,5% em maio após ocorrência de gripe aviária e embargos de importadores

As exportações brasileiras de carne de frango, que colocam o país como o maior exportador mundial nesse setor, apresentaram uma queda de 1,5% em maio, até a quarta semana do mês, após o Brasil registrar seu primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial. Isso resultou em diversos embargos por parte de importantes importadores.

A categoria de “carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas e congeladas” teve uma média diária de 19,9 mil toneladas exportadas, inferior às 20,2 mil toneladas diárias do mesmo mês do ano anterior, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Até a terceira semana do mês, antes do surto no Rio Grande do Sul, as exportações mostravam um pequeno aumento de 0,2% em relação ao ano anterior. Apesar de um aumento no preço médio de exportação em relação ao ano passado, houve uma leve queda em comparação com o mês anterior, alcançando uma média de US$1.808 por tonelada.

Mais de 40 países impuseram diferentes tipos de embargos, que podem ser totais ou parciais. Um relatório indicou que a duração e a intensidade dos impactos econômicos dependeriam das negociações entre o governo brasileiro e os países importadores que restringiram as importações.

O ministro da Agricultura mencionou a possibilidade de a Coreia do Sul regionalizar os embargos, enquanto outros países embargaram apenas as carnes do estado afetado. O Brasil está atualmente em um período crítico de 28 dias para se declarar livre de gripe aviária, dependendo da confirmação de que nenhum novo caso surja, após um trabalho de desinfecção na granja onde ocorreu o primeiro caso.

O impacto nos preços internos e nas margens do setor depende da extensão dos embargos; se não houver novos casos, as negociações para a regionalização dos bloqueios podem amenizar a queda nas exportações.

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