Na última terça-feira (10), o mercado acompanhou de perto as expectativas em torno de um novo pacote fiscal e o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de maio, enquanto o cenário externo observava informações sobre um possível acordo entre China e Estados Unidos.
O dólar, após três dias de queda e atingindo uma mínima inédita desde outubro do ano anterior, subiu 0,11%, fechando a R$ 5,5689. O Ibovespa também apresentou alta de 0,54%, encerrando em 136.436,07 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 teve um avanço de 0,55%, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos caiu para 4,474%. O IBGE revelou um aumento de 0,26% no IPCA em maio, abaixo da expectativa do mercado de 0,33%, fazendo com que a inflação em doze meses recuasse de 5,53% para 5,32%.
Apesar da influência sobre a curva de juros, o índice teve um efeito limitado sobre o dólar, que variou pouco no dia, refletindo a indecisão acerca das medidas fiscais do governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma proposta de alíquota unificada de 17,5% para o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, além do aumento da tributação sobre Juros sobre Capital Próprio de 15% para 20%.
Ainda visando ajustar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad mencionou que a receita dessas novas medidas será direcionada para essa recalibragem.
A PETROBRAS viu suas ações recuperarem-se, com altas significativas, enquanto o Banco do Brasil teve queda em decorrência de previsões de resultados negativos. Setores como o de proteína também tiveram um dia positivo, com a MINERVA atingindo alta e VALE fechando em leve valorização, mesmo com a queda nos futuros do minério na China.

