Estados Unidos e União Europeia firmam acordo de tarifa de 15% sobre exportações para evitar conflito comercial e fortalecer laços econômicos

Os Estados Unidos e a União Europeia firmaram um acordo que estabelecerá uma tarifa de 15% sobre a maioria das exportações do bloco, incluindo automóveis, evitando assim um conflito comercial.

Esse entendimento foi alcançado pouco antes do prazo estipulado para a implementação de tarifas mais elevadas que haviam sido propostas anteriormente. Em uma ameaça em maio, o presidente americano havia considerado a possibilidade de uma alíquota de 50% sobre diversos produtos europeus, mas depois reduziu essa proposta para 30%.

O prazo final para o início da nova tarifa era 1º de agosto, coincidentemente a mesma data estabelecida para o Brasil, que enfrenta uma ameaça de tarifa de 50% sem perspectivas de acordo.

Trump anunciou a resolução em uma coletiva, informando que a tarifa se aplicará a “automóveis e outros produtos”, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a taxa será “abrangente”. No entanto, o presidente americano depois especificou que produtos farmacêuticos e metais não estariam incluídos, mantendo as tarifas de 50% para aço e alumínio.

Trump declarou que o acordo é um marco significativo e que a UE se comprometeu a adquirir US$ 750 bilhões em gás natural e petróleo dos EUA, além de investir US$ 600 bilhões em território americano e abrir seus mercados para comércio de tarifa zero, além de comprar “grandes quantidades” de equipamentos militares.

Antes do encontro, a União Europeia esperava que a tarifa de 15% também se aplicasse a produtos farmacêuticos, um ponto que dificultava as negociações. Este pacto é considerado uma solução para evitar os riscos de uma guerra comercial que poderia afetar US$ 1,7 trilhões em comércio bilateral, apesar de significar uma tributação maior sobre as exportações europeias para os EUA.

Os objetivos do acordo, segundo Trump, incluem aumentar a produção nos EUA e facilitar o acesso de exportadores americanos ao mercado europeu, enquanto von der Leyen apontou que as negociações buscavam equilibrar o comércio entre as duas potências.

Essa nova fase nas relações comerciais seguiu meses de negociações tensas, com a UE já se preparando para implementar tarifas sobre produtos americanos caso não houvesse acordo. Durante as discussões, foram abordados termos para um sistema de cotas ligado ao aço e alumínio, que poderia reduzir as tarifas sobre produtos abaixo de certos limites.

Embora o acordo esteja em vigor, ainda há incertezas sobre novas tarifas que podem ser implementadas. Um alto funcionário americano indicou que decisões sobre semicondutores e outros produtos poderiam ser tomadas em breve, enquanto a UE havia mostrado disposição para aceitar um acordo assimétrico.

Nas últimas semanas, as negociações revelaram a complexidade do comércio transatlântico, pois Trump tem criticado o sistema comercial global e as barreiras que dificultam a entrada de empresas americanas na UE, que foi criada após a Segunda Guerra para estabilizar a economia do continente.

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