Os Estados Unidos estão em vias de concretizar diversos acordos comerciais antes do dia 9 de julho, quando tarifas elevadas começarão a ser aplicadas, conforme afirmou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
Ele antecipou que anúncios significativos devem ocorrer em breve. Em entrevista, Bessent revelou que o presidente Donald Trump planeja enviar notificações a cerca de 100 países menores, com os quais o comércio é limitado, informando-os sobre a iminência de tarifas superiores, que foram inicialmente estabelecidas em 2 de abril e depois adiadas até julho.
De acordo com Bessent, se esses parceiros não avançarem nas negociações, enfrentariam o restabelecimento das tarifas anteriores a partir de 1º de agosto, o que poderia gerar uma série de acordos rápidos. Desde que assumiu a presidência, Trump provocou uma guerra comercial global que afetou os mercados financeiros e forçou governantes a proteger suas economias por meio de acordos.
Em 2 de abril, uma tarifa de 10% foi anunciada, com impostos adicionais que poderiam chegar a 50% para a maioria das nações, o que levou o presidente a suspender temporariamente todas as tarifas, exceto a base de 10%, para permitir um tempo extra para negociações, que têm se mostrado mais desafiadoras do que o esperado.
Bessent comentou que 1º de agosto não representa um novo prazo, mas sim um chamado à ação para que os países apressassem as tratativas, deixando claro que a decisão de retornar às tarifas anteriores cabe a eles.
Por sua vez, Kevin Hassett, do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, destacou em outra entrevista que os Estados Unidos estão abertos ao diálogo, reconhecendo a existência de prazos, mas sugerindo que as datas podem ser flexíveis e que cabe ao presidente decidir sobre possíveis adiamentos.

