Cinco anos atrás, o bitcoin era um ativo pouco relevante, desprezado por investidores e criticado por instituições financeiras. Desde então, a situação mudou consideravelmente, com a criptomoeda conquistando um lugar nas carteiras de investidores individuais e também sendo incorporada ao patrimônio de grandes empresas, conhecidas como Empresas de Tesouraria de Bitcoin.
Esses negócios alocam parte de suas reservas em BTC, visando aumentar seu valor financeiro. Em 2024, 64 empresas de capital aberto possuíam reservas de bitcoin, incluindo nomes conhecidos como Tesla e Strategy. Já em 2025, esse número subiu para 140 empresas.
No Brasil, a Méliuz destacou-se como a primeira empresa desse perfil, sendo a que detém mais bitcoins na América Latina. A maior detentora mundial de bitcoin continua sendo a Strategy, que começou a comprar a criptomoeda em 2020 e, recentemente, adicionou mais BTC ao seu portfólio, totalizando cerca de 597 mil unidades, avaliadas em mais de 64 bilhões de dólares.
Outras empresas americanas como Marathon Digital, Twenty One e Riot Platforms também estão no topo do ranking. Em quinto lugar, a japonesa Metaplanet aumentou suas reservas com uma compra recente, totalizando 15.555 bitcoins.
A valorização do bitcoin tem impulsionado os ganhos dessas empresas, com algumas delas superando o crescimento do BTC no mercado. Contudo, essa valorização traz riscos, já que as emissões financeiras podem não gerar o valor esperado, e o desempenho dessas empresas é altamente dependente do preço do bitcoin.
Apesar dos desafios, análises recentes indicam potencial de valorização para a Méliuz, mas cabe ao investidor avaliar sua tolerância ao risco.

