A Eletrobras anunciou a finalização do processo de descruzamento das participações que tinha em conjunto com a Copel, ao transferir suas participações minoritárias de 49% na Usina Hidrelétrica Mauá e 49,9% na transmissora Mata de Santa Genebra para a empresa paranaense, que agora detém a totalidade desses ativos.
Em troca, a Eletrobras recebeu R$ 365 milhões, sendo R$ 196,6 milhões em caixa e o restante em forma de dividendos, além de 100% das ações da UHE Colíder, que dispõe de 300 MW de potência instalada e garantias físicas até 2044 e 2029 nos respectivos ambientes de contratação.
Embora a troca tenha impacto neutro em termos de valuation devido à similaridade dos valores dos ativos envolvidos, a principal vantagem reside na simplificação e na captura de sinergias, especialmente pelo fato de a Colíder estar situada próxima a outras usinas da Eletrobras na região do rio Teles Pires.
Além disso, essa movimentação é mais um passo na reestruturação operacional e administrativa da empresa, que poderá se beneficiar ainda mais caso a participação de 68% da Eletrobras na Eletronuclear, atraindo interessados após um recente acordo com a União, se concretize, com uma avaliação possível entre US$ 1 e US$ 2 bilhões.
Embora esse desinvestimento não esteja considerado nas projeções atuais, ele é visto como uma oportunidade positiva para a empresa, oferecendo um influxo de caixa que pode beneficiar os dividendos e liberando-a de um ativo que traz mais desafios do que resultados.
Atualmente, as ações da Eletrobras estão avaliadas em 6,4 vezes o valor da firma sobre o Ebitda e permanecem na carteira de investimentos.

