Divisões no Partido Republicano Afetam Aprovação de Projeto de Lei de Cortes Fiscais e Aumento da Dívida Nacional

O debate interno no Partido Republicano, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, voltou à Câmara dos Deputados com a discussão de um projeto de lei de cortes de impostos, enquanto o partido busca superar suas divisões e cumprir o prazo autoimposto de 4 de julho para a aprovação final.

O Senado já aprovou o projeto por uma margem muito estreita, após um intenso debate sobre seu custo elevado e os cortes significativos no programa de saúde Medicaid, com analistas prevendo que isso acrescentará US$ 3,3 trilhões à dívida nacional nos próximos dez anos.

Na Câmara, controlada pelos republicanos com um aperto de 220 a 212 cadeiras, também há divisões semelhantes. Embora a bancada tenha se oposto frequentemente à liderança, até agora não rejeitou as prioridades principais do presidente.

O presidente da Câmara afirmou que a Casa agirá rapidamente para aprovar a legislação até 4 de julho, que abrange a agenda doméstica do presidente, incluindo a extensão de uma legislação de 2017 e incrementos no financiamento militar e controle da imigração.

Os líderes republicanos programaram uma votação processual inicial para as 10h, conforme o descontentamento entre alguns conservadores aumenta, devido à percepção de que o projeto não corta gastos suficientes e amplia o teto da dívida em US$ 5 trilhões, o que pode levar a uma crise de calote diante da dívida existente de US$ 36,2 trilhões.

Um deputado expressou sua indignação sobre o preço elevado do projeto, criticando os senadores por distribuírem gastos excessivos para agradar a oposição. Os democratas se uniram contra a proposta, alegando que as isenções fiscais favorecem os mais ricos às custas de serviços essenciais para a população de baixa e média renda.

Além disso, a versão do projeto aprovada no Senado implica um aumento maior na dívida e cortes significativos no Medicaid, o que preocupa alguns republicanos. Um deputado californiano afirmou que não apoiaria uma versão que eliminasse o financiamento essencial para hospitais.

Qualquer modificação feita pela Câmara exigiria nova votação no Senado, dificultando o cumprimento do prazo estipulado. Apesar da pressão de Trump por uma aprovação antes do feriado, ele parece ter suavizado a urgência do prazo nos últimos dias.

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