A primeira metade de 2025 foi positiva para os cotistas do fundo multimercado, que viveu uma valorização de 13,65% até junho, impulsionada principalmente pelo desempenho das ações brasileiras.
Entretanto, o mês de junho trouxe uma alta mais discreta de 0,44%, devido a uma volatilidade maior no mercado e à realização de lucros após três meses seguidos de ganhos expressivos.
Os analistas acreditam que três fatores podem fomentar a continuidade do mercado em alta: a dinâmica eleitoral, as expectativas de cortes de juros e o fluxo de investimentos estrangeiros na bolsa nacional.
Com a popularidade do governo diminuindo e candidatos de centro-direita em ascensão, há uma percepção de que mudanças na política econômica poderão ocorrer em 2026. Ao mesmo tempo, indicativos de emprego nos EUA reacenderam as esperanças de cortes na taxa de juros, o que pode influenciar o Banco Central do Brasil a reduzir a Selic, apesar de um cenário fiscal incerto.
Os investidores locais ainda permanecem cautelosos, com foco em renda fixa, e os especialistas sugerem que o mercado em alta ainda não se consolidou para esses investidores, prevendo uma possível valorização acentuada quando as circunstâncias mudarem.
Os ativos mais promissores para o segundo semestre incluem a Cosan, vista como uma grande oportunidade de valorização, além de empresas de tecnologia e inteligência artificial, como Nvidia, Microsoft e Oracle.
O Bitcoin também é considerado uma parte importante da diversificação de investimentos, especialmente à medida que se torna uma opção institucional. Os analistas acreditam que ainda há espaço para novos investimentos, com perspectivas otimistas para os próximos meses.

