Desempenho das Bolsas e Fundos em Julho: Oportunidades e Desafios no Mercado Financeiro Global e Local

O mês de julho foi marcado por controvérsias no setor financeiro global. Os índices S&P 500 e Nasdaq, que refletem as performances das principais bolsas de valores do mundo, apresentaram altas de 2,17% e 3,73%, respectivamente, incentivadas pelo otimismo em torno das grandes empresas de tecnologia e das inovações em inteligência artificial. Um entusiasmo que superou as tensões causadas pela política comercial de Donald Trump, conforme observa Lais Costa, analista da Empiricus Research.

No contexto de um programa em vídeo sobre a Família FOFs Melhores Fundos, Costa, junto com seu colega Alexandre Alvarenga, discutiu o desempenho positivo dos fundos no mês, que também se refletiu em bolsas europeias e em um PIB da China que superou expectativas. Os fundos de estratégia global da Empiricus Asset se destacaram, com o Empiricus FOF Melhores Fundos Global registrando uma valorização de 4,03%.

Além disso, o mercado de criptomoedas teve um mês excepcional, com o bitcoin registrando uma alta de 11,57%, beneficiado pela aprovação de regulamentações para stablecoins nos EUA. Fiorentino aponta que essa movimentação impactou positivamente a carteira de SuperPrevidência, que tem uma pequena exposição a ativos alternativos, enquanto o ETF CRPT11, que replica uma cesta das 20 principais criptomoedas, viu sua valorização chegar a 19%.

Contudo, o panorama não foi tão favorável para o mercado local, afetado pelas taxas de 50% impostas sobre produtos brasileiros por Trump, resultando em uma queda de -4,17% no Ibovespa e retiradas de mais de R$ 6,3 bilhões por investidores estrangeiros. A recuperação do otimismo no mercado local só ocorreu após a divulgação dos itens isentos das tarifas, mas os efeitos positivos só foram sentidos em agosto.

Isso refletiu na perda de -5,47% do Empiricus FOF Melhores Fundos Ações, impulsionada pela queda de mais de 11% no fundo Alaska, embora a posição em Charles River ajudou a mitigar as perdas. Apesar disso, as perspectivas para a bolsa brasileira permanecem otimistas, com muitos gestores acreditando que as ações estão subavaliadas e uma expectativa de corte de juros se intensificando para o início de 2026.

Por ora, a atenção continua voltada para o cenário internacional, que está impactando mais diretamente os ativos financeiros locais, embora a situação possa mudar em 2024 devido às eleições presidenciais.

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