Em 1982, Gustavo Calderón enfrentou a dificuldade de encontrar fornecedores de cogumelos que atendessem aos padrões de qualidade e prazos exigidos por restaurantes em Buenos Aires, Argentina. A solução que ele encontrou deu início a um negócio familiar que atualmente fatura cerca de US$ 10 milhões por ano e planeja triplicar sua produção nos próximos seis anos.
Marcos Calderón, filho de Gustavo, recorda que tudo começou com seu pai, que, diante da escassez de fornecedores, alugou uma antiga granja avícola que adaptou para o cultivo, trabalhando intensamente para vender os produtos. A especialização em champignons brancos e portobellos foi uma decisão acertada, já que o consumo de cogumelos na Argentina tem crescido consistentemente, acompanhando uma tendência global de aumento de 6% ao ano neste mercado.
Nos últimos anos, os cogumelos passaram a ser comuns nas cozinhas argentinas, refletindo mudanças nos hábitos alimentares. A empresa, Hongos del Pilar, está em meio a um plano de expansão que elevará sua produção anual de 1 milhão para 3 milhões de quilos, impulsionada pelo crescimento do setor.
Em 2019, iniciou um projeto de modernização com um investimento de mais de US$ 7 milhões, já aplicando 4 milhões desse total. Espera-se que a produção atinja 2 milhões de quilos em 2024 e que chegue a 3 milhões até 2030, com planos para aumentar a produção de forma gradual.
A empresa, que também se destacou por importar tecnologia de cultivo e foi reconhecida internacionalmente, estuda a introdução de novas variedades de cogumelos. Para o futuro, o principal desafio é construir uma rede de fornecedores confiável à medida que a produção aumenta, e embora as vendas atuais sejam concentradas em atacados, há um potencial significativo no contato direto com os consumidores.
Apesar das dificuldades econômicas, Calderón acredita no potencial do setor agroindustrial na Argentina e incentiva outros empreendedores a investir com uma visão de longo prazo.

