Crescimento do PIB dos EUA surpreende e influencia expectativa de cortes nas taxas de juros enquanto mercado brasileiro reage a cenários eleitorais e altos no setor bancário

Nesta quinta-feira (28), o governo dos Estados Unidos anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,3% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado superou a previsão anterior de crescimento de 3% e reverteu a contração de janeiro a março.

Entretanto, isso não alterou as expectativas em relação a uma nova redução das taxas de juros por parte do banco central americano em setembro, com os operadores avaliando uma probabilidade de 88% para uma diminuição de 0,25 ponto percentual.

No Brasil, analistas reagiram positivamente a uma pesquisa que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44,1% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, enquanto Tarcísio de Freitas aparece com 31,8%. No cenário de segundo turno, Freitas lidera com 48,4% contra 46,6% de Lula.

O superintendente da Necton/BTG Pactual destacou que Freitas é visto como alguém que teria uma política econômica mais favorável aos investidores.

Ao final do dia, o dólar caiu 0,22%, cotado a R$ 5,4062, influenciado pela demissão da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, e pela expectativa de corte nos juros americanos.

O Ibovespa teve uma alta de 1,32%, alcançando 414.049,20 pontos, enquanto o S&P na Wall Street atingiu um recorde de 6.201,86 pontos após bons resultados e previsões da Nvidia. Juros mais baixos nos EUA diminuem o apelo dos ativos americanos para investidores estrangeiros, que buscam melhores retornos em outros lugares, fazendo do real uma opção atrativa.

Na sexta-feira (29), novos dados sobre o índice PCE, utilizado pelo Fed para guiar sua meta de inflação, serão divulgados. O dia foi positivo para o setor bancário, com os principais bancos registrando altas significativas, e o Grupo Ultra subiu 8,08% em meio a uma operação contra fraudes na distribuição de combustíveis.

No entanto, a REAG INVESTIMENTOS caiu 15,69% após ser alvo da mesma operação. A Petrobras e a Vale tiveram variações modestas, enquanto outras ações, como Magazine Luiza, tiveram um desempenho notável devido a expectativas em relação à redução das taxas de juros.

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