Conflito no Oriente Médio impacta mercados globais com alta no petróleo e queda nas bolsas

Na madrugada desta sexta-feira, Israel realizou um dos maiores ataques aéreos contra o Irã desde a década de 1980, visando as instalações nucleares iranianas.

Teerã anunciou a morte de “múltiplos comandantes” militares, incluindo Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, comandante das Forças Armadas.

O ataque envolveu mais de 200 aviões de guerra atingindo cerca de 100 alvos estratégicos no Irã, levando o país a lançar mais de 100 drones em direção a Israel.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, descreveu os ataques como uma “declaração de guerra” em uma carta à ONU, enquanto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, previu um “destino amargo” para Israel.

O mercado reagiu rapidamente ao ataque, com o petróleo Brent alcançando um pico de 13%, sendo negociado a US$ 78,50 por barril, e ajustando para 8%, a US$ 74,86. O petróleo WTI também subiu, alcançando uma valorização de 8,69%.

O aumento nos preços do petróleo é resultado do temor de interrupções no fornecimento global de energia, visto que o Irã é um dos principais produtores e controla a passagem do estreito de Ormuz.

O dólar se fortaleceu globalmente, com o índice DXY subindo 0,48%, enquanto o dólar frente ao real iniciou o dia com alta de 0,78%. O ouro, ou ativo seguro, teve um aumento de 1,56%, cotado a US$ 3.420 a onça-troy.

As bolsas de Nova York abriram com perdas, com o S&P 500 caindo 0,65% e o Dow Jones perdendo mais de 400 pontos. Na Ásia, os mercados fecharam em queda, e as bolsas europeias também registraram perdas, com o Stoxx 600 caindo 0,90%.

No Brasil, o Ibovespa começou o dia em queda de 0,42%, mas as ações das petroleiras subiram, com Petrobras (PETR3) ganhando 3,21% e Brava (BRAV3) aumentando 2,69%.

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