Conflito Israel-Irã provoca aumento nas tensões globais e impacto nos preços do petróleo

O confronto entre Israel e Irã completou três dias neste domingo (15), com novos bombardeios, aumento da pressão internacional e o cancelamento de diálogos sobre o programa nuclear iraniano, que poderiam ter proporcionado uma solução para a crise.

A força aérea israelense lançou ataques no território iraniano, preparando-se para um possível conflito prolongado após o ataque surpresa às instalações nucleares e militares do Irã na última quinta-feira (12). A pressão global aumentou, com o presidente dos EUA manifestando total apoio a Israel, enquanto o Irã condiciona a cessação de seus ataques aos bombardeios israelenses.

Ao longo do dia, explosões foram relatadas em Teerã e em outras áreas do Irã, com alvos atingidos, como o Ministério da Defesa e instalações nucleares. O embaixador iraniano na ONU informou que os ataques causaram 78 mortes e mais de 320 feridos.

Em retaliação, ataques iranianos geraram ao menos 10 mortes em Israel, elevando a contagem de vítimas israelenses para 13. O exército israelense confirmou que os ataques estavam em andamento, afirmando não ter interrompido as ofensivas, enquanto novas rodadas atingiram sites voltados para a produção de armas nucleares. Segundo relatos, Israel atingiu 250 alvos no Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã mencionou que Israel havia atacado refinarias de petróleo, enquanto o Irã mirou locais econômicos em Israel, embora não tenha fornecido detalhes. O aumento das tensões levou a uma queda nos preços do petróleo, com o Brent subindo 7,02% e o WTI 7,26% após os ataques, refletindo preocupações com interrupções no fornecimento global de energia.

O Irã, um dos maiores produtores de petróleo, controla o estreito de Ormuz, crucial para a produção global. O chanceler iraniano declarou que as negociações nucleares eram “injustificáveis” após os ataques israelenses, culpando o apoio dos EUA.

O presidente americano advertiu que qualquer retaliação contra os EUA resultaria em uma resposta severa. Ele também manifestou que os EUA não estavam envolvidos nos ataques ao Irã. O ministro iraniano finalizou afirmando que o Irã está aberto a acordos nucleares, mas não àqueles que desconsiderem seus direitos nucleares.

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