Como Daniel Castanho Transformou a Educação no Brasil em um Ecossistema de R$ 3,8 Bilhões e 480 Mil Alunos

Daniel Castanho acredita que nasceu dentro de uma escola, filho do diretor de um colégio onde estudou. Após explorar outras possibilidades, ele começou a desenvolver um dos maiores ecossistemas educacionais do Brasil, que atualmente conta com mais de 480 mil alunos e 16 mil funcionários, gerando R$ 3,8 bilhões em receitas em 2024.

Em sua visão, empreender é mais sobre fazer do que ter. O grupo que ele cofundou inclui 18 instituições de ensino superior, como Anhembi Morumbi e São Judas, além de marcas como HSM e Le Cordon Bleu.

Castanho, formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e com uma extensão na Harvard Business School, enfrentou uma série de desafios ao longo de sua trajetória. Desde cedo, foi influenciado por sua família e, durante a faculdade, tentou abrir uma franquia da rede Subway, o que não deu certo, mas lhe levou a abrir um restaurante e, posteriormente, a entrar no mercado de internet, onde enfrentou dificuldades devido à bolha que estourou.

No entanto, ele não vê esses eventos como fracassos, mas sim como aprendizados que o fortaleceram. Em 2003, após alguns reveses, voltou seu foco para a educação, percebendo a necessidade de transformação no setor. Com pouco capital, adquiriu uma escola endividada em Belo Horizonte, com o objetivo de salvá-la e criar um ambiente de trabalho positivo, além de transformar o Brasil através da educação.

Desde então, a empresa cresceu significativamente, inclusive com a aquisição da operação brasileira da Laureate, além de ter feito sua abertura de capital em 2013. Em 2018, Castanho deixou o cargo de CEO para se concentrar no conselho, buscando mais espaço para inovação.

Antes de liderar o ecossistema educacional, ele atuou como professor de matemática, o que lhe proporcionou uma visão mais clara sobre o papel da educação. Ele acredita que o futuro educacional deve integrar inteligência artificial e inteligência ancestral, enfatizando que a escola deve ser um lugar que desperte o desejo de aprender.

Castanho se considera um “inconformado por natureza”, o que considera fundamental para o sucesso no empreendedorismo, que deve balancear autoestima e humildade. Para ele, o empreendedorismo envolve razão, emoção e intuição, diferenciando o empresário do empreendedor: o primeiro assume riscos financeiros, enquanto o segundo é movido por inquietações que o fazem buscar soluções.

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