A semana terminou destacando a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central em aumentar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, alcançando 15%, o maior patamar em quase duas décadas.
No comunicado referente à decisão, o Banco Central informou que prevê uma pausa no ciclo de aumento da taxa, sugerindo que ela deve se manter estável por um período prolongado, mas que está disposto a promover novos aumentos se necessário.
Outro foco de preocupação foi a escalada do conflito entre Israel e Irã, com ambas as nações sem indícios de recuo. A possibilidade da intervenção dos Estados Unidos na guerra está sendo debatida, com o presidente americano, Donald Trump, afirmando que tomará uma decisão nas próximas semanas enquanto busca uma solução diplomática com o Irã.
No fechamento do pregão, o Ibovespa registrou 137.115,83 pontos, refletindo uma queda de 1,15%, acumulando uma desvalorização de 0,07% ao longo da semana.
O dólar, por sua vez, subiu para R$ 5,5270, um aumento de 0,47%, mas apresentando um recuo de 0,26% na semana e 10,55% no ano.
Em Nova York, o S&P 500 perdeu 0,22%. Entre as ações, a VALE ON caiu 2,58%, apesar do aumento nos futuros do minério de ferro na China.
Enquanto isso, a PETROBRAS PN teve uma diminuição de 0,27% com a queda do petróleo, que atingiu US$ 77,01 por barril.
O ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,52%, somando-se às perdas de outros bancos. A COSAN ON caiu 9% devido ao aumento da Selic, que levantou preocupações sobre o consumo de caixa da empresa, embora o Citi tenha mantido sua recomendação de compra, reduzindo o preço-alvo.
O MAGAZINE LUIZA ON fechou com desvalorização de 5,35% em um contexto de juros elevados, enquanto a TIM ON subiu 1,51%, acompanhada por um dia positivo para as telecomunicações.
Por fim, a PETRORECONCAVO ON teve alta de 1,35% após a liberação de operações pela ANP.

