O Bitcoin superou a marca de US$ 105 mil no último final de semana, aproximando-se de sua máxima histórica de janeiro, quando atingiu US$ 109 mil. Ao contrário de ciclos anteriores, que foram caracterizados por euforia e especulação, a alta recente da criptomoeda se baseia em um cenário macroeconômico mais estável, com entradas significativas de capital institucional e avanços regulatórios nos Estados Unidos.
Esse tema foi debatido em um episódio recente de um podcast, onde os analistas discutiram as razões por trás da valorização atual do Bitcoin e suas implicações para o futuro dos criptoativos.
A força do BTC é impulsionada pela diminuição das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que mitigou incertezas no mercado. O Bitcoin teve um desempenho surpreendente em comparação a ativos tradicionais, mostrando menor volatilidade do que ações de grandes empresas como Google e Microsoft, o que sustenta a percepção do BTC como um potencial “hedge geopolítico”.
A entrada de mais de um bilhão de dólares em ETFs de Bitcoin e a adoção crescente da criptomoeda por empresas também contribuem para o cenário positivo.
No que diz respeito à regulação, dois projetos de lei em discussão no Congresso americano podem criar um ambiente mais favorável, beneficiando o Bitcoin. Assim, o BTC ultrapassou a marca dos US$ 100 mil em um contexto de maior previsibilidade externa e maturidade regulatória.
No entanto, a situação é diferente para o Ethereum, que enfrenta desafios em sua narrativa e comunicação, perdendo dominância no mercado e atraindo fluxos de investimento muito inferiores ao Bitcoin. O potencial do Ethereum é reconhecido, mas ainda há uma grande lacuna em sua compreensão por parte de muitas empresas, levando alguns analistas a não apostarem na criptomoeda neste momento.
O episódio do podcast também discutiu oportunidades na Bolsa brasileira e as hesitações dos investidores locais em relação ao mercado doméstico.

