Na recente Assembleia Geral de Acionistas, a empresa Coelce aprovou um aumento de capital no valor de R$ 580,6 milhões, com um preço médio de R$ 68,73 por ação, subscrito inteiramente pela Enel, sua acionista majoritária.
Os acionistas minoritários terão o direito de acompanhar a oferta ao mesmo preço da Enel, embora essa não seja uma ação recomendada devido ao alto prêmio de mais de 140% em relação ao valor atual das ações.
O processo de aumento de capital teve início em junho de 2024, quando a Enel realizou um aporte de R$ 584 milhões na empresa, que foi registrado como adiantamento para um futuro aumento de capital.
A companhia planejou uma oferta pública a R$ 67 por ação, quando a cotação da COCE5 estava em torno de R$ 28, mas essa decisão foi contestada judicialmente pela Eletrobras, uma acionista minoritária, resultando no cancelamento da oferta.
Atualmente, a proposta envolve a conversão do aporte da Enel em participação real, aumentando sua fatia de 74,1% para 76,6%. Assim, a Coelce precisa facilitar que os acionistas minoritários acompanhem essa injeção de capital.
O valor de possíveis subscrições feitas pelos minoritários será direcionado à controladora. O fundo aportado pela Enel teve como finalidade reduzir a alavancagem, ajustar o balanço às normas regulatórias e assegurar a continuidade dos investimentos planejados pela empresa, que somam R$ 4,8 bilhões em três anos.
Para os minoritários, o direito de preferência poderá ser exercido a partir de 18 de julho de 2025, com a expectativa de que os direitos de subscrição passem a ser negociados na bolsa.
As orientações atuais sugerem que os acionistas vendam seus direitos de subscrição antes de 18 de agosto, data limite para o uso do direito de preferência, visto que a diluição de 10% parece mais vantajosa do que participar do aporte com a alta diferença de preço.

