A Brava (BRAV3) anunciou que o fundo Yellowstone, que possui 5,3% de sua participação e está vinculado ao Grupo Ebrasil Energia, requisitou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre modificações no estatuto social.
Entre as mudanças está a remoção da cláusula de “poison pill”, que exige a realização de uma oferta pública de aquisição em caso de aquisição de participação significativa.
A XP Investimentos avalia que a reação das ações pode ser positiva, impulsionada por expectativas de um aumento nas compras. Atualmente, a “poison pill” está fixada em 25% nos estatutos da Brava, o que permite a um investidor que possui cerca de 5% das ações adquirir até 20% adicionais antes que as regras sejam acionadas.
O time de analistas da XP não prevê alterações relevantes nos fundamentos da empresa neste período.
Além disso, informações anteriores indicam que a Ebrasil detém participação na Ocyan, que opera plataformas no campo Papa-Terra da Brava. O grupo já havia vendido uma parcela da usina termelétrica de Celse para a Eneva, em uma transação avaliada em R$ 6,7 bilhões, com o fundo Yellowstone sob a gestão do BTG Pactual.

