BR Partners apresenta alta de 6,7% em julho e otimiza perspectivas de lucro em meio à retomada de M&As no mercado brasileiro

Enquanto muitos papéis enfrentam dificuldades em julho devido a ameaças tarifárias, os ativos do BR Partners têm apresentado um desempenho positivo, com uma alta de 6,7% no mês.

Essa valorização pode ser atribuída a uma reunião com investidores realizada no início do mês, na qual a empresa indicou que, apesar de resultados pressionados no segundo trimestre, as perspectivas para o segundo semestre são bastante otimistas, superando as expectativas iniciais.

O Ibovespa, ao retornar a suas máximas históricas, e a diminuição da popularidade do Governo até junho, levaram várias empresas a reativar planos de fusões e aquisições que haviam sido suspensos desde 2024, em meio a preocupações fiscais.

É provável que já no segundo semestre observemos os efeitos positivos dessas operações. Apesar dos juros ainda elevados e de um ambiente que ainda não é ideal para M&As, a retomada desse segmento, mesmo de forma cautelosa, contribui para uma revisão para cima das expectativas de lucro do banco em 2025.

Embora os volumes de emissão de dívidas permaneçam saudáveis, as oportunidades em M&As geralmente apresentam maior atratividade em rentabilidade. Com a concorrência reduzida devido a anos desafiadores, a companhia pode aproveitar uma recuperação nesse segmento, com aluguel sobre o patrimônio líquido (ROE) potencialmente atingindo cerca de 30%, conforme apontado pela gestão.

O setor de Gestão de Patrimônio também têm tido crescimento superior ao esperado, e o banco está aberto a aquisições para expandir essa área, desde que encontre oportunidades a preços vantajosos.

A reunião demonstrou que, mesmo em um ambiente instável, o BR Partners continua a se adaptar com eficácia, oferecendo resultados robustos e dividendos atrativos.

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