BDRs de ETFs: como investidores brasileiros podem diversificar aplicações no mercado internacional com economia e praticidade

A globalização trouxe produtos estrangeiros mais acessíveis, refletindo uma lógica que também se aplica aos investimentos. Nesse cenário, destacam-se os BDRs de ETFs, que permitem aos investidores brasileiros diversificar suas aplicações em mercados internacionais de forma econômica.

Um BDR, ou Brazilian Deposit Receipts, é um recibo que representa um ativo listado no mercado americano, facilitando a negociação de ações estrangeiras no Brasil, enquanto os ETFs são fundos que replicam índices e têm suas cotas comercializadas como ações.

Nos EUA, existem diversos ETFs com múltiplas estratégias, abrangendo desde os maiores índices de mercado até ações menores e títulos de renda fixa. A replicação desses ETFs no Brasil poderia encarecê-los e afetar sua liquidez. Por isso, os BDRs desempenham um papel importante, permitindo o acesso a esses fundos sem a necessidade de corretoras internacionais.

Esses BDRs estão disponíveis para todos os perfis de investidores, com taxas de administração que variam de 0,2% a 0,6% ao ano, sendo as mais competitivas do mercado. Por exemplo, um investimento de R$ 10 mil com uma taxa de 0,2% resultaria em um custo anual de apenas R$ 20, já incluído na rentabilidade.

No que diz respeito à tributação, há incidência de imposto de renda de 20% para operações de day trade e 15% para vendas com lucro após um período maior de investimento, com isenção até a venda. Atualmente, existem 260 BDRs de ETFs na B3, oferecendo opções para diferentes interesses, desde renda fixa americana até ações suíças e criptoativos como Bitcoin e Ethereum.

A BlackRock lidera o mercado de BDRs de ETFs no Brasil, possuindo uma fatia de 60% e planos de expandir com mais 20 produtos ao longo do ano. Além da BlackRock, outras gestoras também oferecem BDRs de ETFs, abrangendo uma variedade de setores e estratégias, incluindo computação em nuvem e segurança cibernética.

Para investidores em busca de rendimentos, há BDRs que pagam dividendos, sujeitando-se a taxas retidas na fonte de acordo com a legislação americana, que varia entre 15% a 30%. Esses dividendos são considerados na renda tributável do investidor, que deve pagar o imposto correspondente, podendo compensar tributações já pagas no exterior e enfrentando uma taxa de IOF de 0,38% sobre a conversão de reais para dólares.

Barino, da BlackRock, destaca que muitos investidores institucionais estão utilizando ETFs para diversificar suas carteiras, conseguindo facilmente criar exposições a mercados geográficos diversos por meio dos ETFs disponíveis no Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *