O Banco Central Europeu deve manter as taxas de juros inalteradas no próximo mês, mas pode reavaliar a possibilidade de cortes no outono do hemisfério norte, caso a economia mostre sinais de fraqueza, conforme informaram cinco fontes.
A presidente da instituição, Christine Lagarde, mencionou em julho que o BCE estava “em uma boa posição” após estabilizar sua taxa básica em 2%, encerrando um ciclo de cortes que durou um ano e levando os investidores a preverem uma pausa prolongada.
Desde então, os dados indicaram que a economia da zona do euro revelou-se mais robusta do que o esperado, enquanto a inflação se mantinha próxima da meta de 2%, conforme relatado por autoridades do BCE e participantes do Simpósio de Jackson Hole, nos Estados Unidos.
Além disso, as tarifas comerciais impostas pelo governo americano sobre produtos da União Europeia corresponderam às expectativas do BCE, evitando cenários mais pessimistas. Isso resultou na percepção de que uma redução das taxas em 11 de setembro seria desnecessária, exceto em caso de uma deterioração súbita dos dados, como a inflação preliminar de agosto e as pesquisas de atividade econômica.
As fontes também mencionaram que as últimas projeções econômicas do BCE, que indicam uma queda da inflação abaixo da meta de 2% no ano seguinte antes de se recuperar, já consideram uma nova redução das taxas.
Assim, as discussões sobre afrouxamento da política monetária podem ser reabertas nas reuniões do BCE agendadas para 30 de outubro e 18 de dezembro, especialmente se as tarifas dos EUA começarem a impactar as exportações da zona do euro ou se as expectativas de resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia não se concretizarem.

