Banco do Brasil reporta lucro de R$ 3,8 bilhões e revisa projeções de lucro até 2025 em meio a sinais de deterioração financeira

Com um lucro de R$ 3,8 bilhões, abaixo das expectativas, e um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de apenas 8%, o Banco do Brasil deve enfrentar novas dificuldades.

Desde 1° de agosto, quando suas ações tocaram o menor nível do ano, houve um pequeno aumento de 7%, e nesta sessão as ações subiram quase 3%.

Pesquisas indicam que 88% dos investidores consultados acreditam que a expectativa de um trimestre fraco não está totalmente refletida no preço das ações, o que pode resultar em reavaliações negativas ou positivas.

O banco também revelou um novo guidance, prevendo lucros entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões para 2025, bem abaixo da previsão anterior de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões.

Caso o lucro se aproxime de R$ 20 bilhões, o que representa 25% abaixo do consenso do mercado, uma reação negativa não está descartada, especialmente de investidores estrangeiros, que foram os principais vendedores líquidos recentemente.

Um gestor do setor comentou que, embora o resultado tenha sido pior que as estimativas, também não surpreendeu quem já tinha uma visão pessimista sobre a ação.

No entanto, os sinais que surgem são preocupantes para o futuro, incluindo uma incoerência no guidance, onde o banco pretende reduzir a geração de crédito, mas também acelerar a margem financeira.

O gestor ressalta que a qualidade da carteira de crédito continua a se deteriorar, com aumento da inadimplência em diversos segmentos e um crescimento das carteiras renegociadas e prorrogadas, sinalizando que dificuldades ainda estão por vir, potencialmente piores do que as previsões do banco.

Diante dessa situação, as estimativas de lucro líquido ajustado foram atualizadas para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões até 2025.

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