Banco Central mantém Selic em 15% e sinaliza juros altos por mais tempo devido à inflação persistente

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu por manter a Selic, taxa básica de juros, em 15% ao ano. Essa decisão já era esperada pelo mercado e direcionou as atenções para o tom do comunicado, que foi cauteloso e indicou a permanência dos juros elevados por um período mais prolongado, em razão da inflação ainda acima do teto da meta.

Apesar da redução nos dados do IPCA, as expectativas de longo prazo permanecem desalinhadas. A verdadeira preocupação do Banco Central é com essas expectativas, não apenas com a inflação atual. Alguns analistas acreditam que a correção das expectativas só deve ocorrer após o ciclo eleitoral de 2026, com a possibilidade de cortes na taxa de juros, especialmente se as condições econômicas melhorarem.

Felipe Miranda, estrategista da Empiricus, afirma que pode haver um corte de juros ainda em 2025, dependendo de fatores como a continuidade da desinflação, a estabilidade no cenário externo e a política monetária dos Estados Unidos.

Em relação aos investimentos, Miranda recomenda manter uma reserva em caixa através de instrumentos como Tesouro Selic e sugere a inclusão de títulos indexados à inflação e ações selecionadas em uma carteira diversificada de empresas com potencial de valorização. Ele também está oferecendo acesso gratuito por 30 dias à sua carteira de ações, que obteve um bom desempenho no primeiro semestre de 2025.

É aconselhável que os investidores considerem essas recomendações para suas decisões patrimoniais.

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