Banco Central mantém Selic em 15% e analistas indicam foco em desinflação e corte de juros após 2026

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, conforme esperado pelo mercado.

A atenção pós-reunião se voltou para o comunicado, que trouxe um tom cauteloso, indicando que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado devido à inflação que ainda está acima do limite estabelecido.

Apesar de uma leve desaceleração nos dados do IPCA, as projeções para o futuro demonstram certa desancorada, e o Banco Central se preocupa mais com as expectativas de inflação do que com os índices atuais.

Analistas, como Felipe Miranda, acreditam que qualquer correção significativa só deve ocorrer após o ciclo eleitoral de 2026, embora sinais de cortes de juros possam surgir antes, especialmente se a economia local apresentar dados favoráveis.

Miranda também destacou que a chance de um corte até o fim deste ano depende de três fatores: a continuidade da desinflação, a estabilidade do cenário internacional e os movimentos da política monetária dos Estados Unidos.

Quanto aos investimentos, ele recomenda manter caixa em instrumentos como Tesouro Selic e sugere diversificação com títulos que capturam os juros reais e ações de empresas possivelmente promissoras.

Miranda apresenta uma carteira que considera fundamental, com um mix de 15 ações escolhidas por ele em diversos setores.

Ele oferece acesso gratuito a essas recomendações por um período de 30 dias, possibilitando que os investidores avaliem as opções disponíveis, especialmente diante da atual taxa Selic.

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