A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro não surpreendeu o mercado, que estava cético quanto ao resultado final. A Selic foi elevada em 0,25 ponto percentual, alcançando assim 15% ao ano de forma unânime.
O Banco Central destacou que o ambiente externo permanece instável, devido à política econômica dos Estados Unidos e ao agravamento das tensões geopolíticas, demandando cautela nos países emergentes. Além disso, foi ressaltado que as expectativas de inflação para 2025 e 2026 ainda estão acima das metas estabelecidas.
Embora a declaração sugira que este ajuste pode marcar o término do ciclo de aperto monetário, os diretores ressaltaram a necessidade de uma política monetária rigorosa e prolongada para garantir que a inflação convirja para a meta em um contexto de expectativas desancoradas.
A economista-chefe de uma importante instituição avaliou que a elevação, embora presente, parece indicar uma pausa nos cortes futuros. É notável que a taxa básica de juros não atingia esse nível desde 2006.
As projeções de inflação mais recentes apontam valores em ascensão, com riscos tanto de alta, como a desancoragem das expectativas e a resiliência da inflação de serviços, quanto de baixa, como uma desaceleração econômica mais drástica do que o previsto.
O Banco Central indicou que, caso as expectativas sejam confirmadas, pode haver uma interrupção na alta da taxa de juros para observar os impactos das decisões já tomadas. Especialistas demonstraram confiança na decisão do Banco Central, considerando que isso pode melhorar a percepção dos investidores sobre os ativos brasileiros.
Enquanto alguns economistas preveem a manutenção da Selic nesse patamar até dezembro, com cortes planejados para o ano seguinte, outros advertem que isso dependerá fortemente das condições econômicas globais e das políticas futuras no cenário interno, que ainda são incertas devido ao calendário eleitoral.

