Na quarta-feira, o Banco Central anunciará a meta da Selic para os próximos 45 dias, com expectativas de que a taxa permaneça em 15% ao ano, conforme indicam os dados da B3. Esses dados mostram que 96,17% dos contratos de Opção de Copom no último pregão apostaram na manutenção dos juros.
Essa decisão é vista com otimismo pelo mercado, que acredita que a estabilidade da Selic trará um alívio para a bolsa. Além disso, a analista de ações de uma consultoria sugere que um momento ainda mais significativo pode ocorrer em 134 dias, potencialmente lançando um “gatilho” para a valorização dos ativos de risco brasileiros. Isso é especialmente relevante devido ao ambiente global favorável aos mercados emergentes e à desvalorização do dólar, que diminui o retorno para investidores nos EUA.
Na última semana, a bolsa recebeu mais de R$ 550 milhões em capital estrangeiro, e essa tendência pode se intensificar com as expectativas de um corte na Selic. A analista destaca que o Relatório Focus indicou a nona redução na projeção do IPCA para 2025 e uma revisão para baixo na inflação em 2026. Essas alterações, juntamente a um dólar mais fraco, poderiam antecipar o esperado corte da Selic, que originalmente estava previsto para o início de 2026.
A última reunião do Copom de 2025 ocorrerá em 10 de dezembro, e com isso, há uma expectativa de que investidores, incluindo fundos multimercados que se afastaram da bolsa, possam ser atraídos de volta. Contudo, a analista também ressalta que o cenário pode enfrentar volatilidade devido a ruídos políticos, recomendando cautela na seleção das ações.
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