Banco Central aumenta taxa de juros para 15% ao ano como resposta à inflação e reforça a importância da independência da instituição

A recente decisão do Comitê de Política Monetária em aumentar a taxa de juros em 0,25 pontos percentuais demonstrou a atuação do Banco Central na tentativa de controlar a inflação, segundo José Bechara, vice CIO do Andbank.

Ele ressaltou que essa alta serve como um aviso ao governo sobre a importância da independência do BC e a necessidade de que o governo também atue na área fiscal. Bechara acredita que essa elevação foi uma escolha acertada, pois transmite credibilidade ao mercado ao mostrar que o Banco Central se dedica a atingir sua meta primária de estabilização de preços.

Ele observou que a comunicação do Comitê foi mais agressiva, com a taxa de juros subindo de 14,75% para 15% ao ano em uma decisão unânime. O atual ciclo de aperto monetário começou em setembro de 2024 para conter a inflação e o crescimento econômico elevado, sendo a Selic elevada de 10,50% para 10,75%.

O comunicado do Copom indicou uma pausa no aumento de juros para avaliar os efeitos dos ajustes feitos, mas deixou claro que a vigilância permanece e que novos ajustes poderão ser realizados se necessário. Antes da divulgação da decisão, a expectativa do mercado estava dividida, com mais da metade prevendo um novo ajuste.

A reação do mercado, no entanto, só deve ocorrer na sexta-feira devido ao feriado de Corpus Christi, e Bechara sugere que os investidores poderiam esperar um movimento positivo, dado que a sinalização de que novas altas são improváveis pode animar o mercado.

O índice Ibovespa teve um fechamento levemente negativo, marcando 138.716,64 pontos.

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