A Azul recebeu a autorização do tribunal norte-americano para um financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão, o que garante prioridade aos credores no pagamento das dívidas.
Esses recursos são essenciais para a companhia manter seu fluxo de caixa e suas operações durante o processo de Chapter 11, similar à recuperação judicial no Brasil.
Além disso, a empresa formalizou um acordo com a arrendadora AerCap, que representa uma parte significativa de seu passivo, prevendo uma economia superior a US$ 1 bilhão na operação de sua frota.
A avaliação desse acordo ocorrerá na audiência marcada para 13 de agosto.
O tribunal também permitiu a rescisão de dois contratos de arrendamento de motores que não afetam a frota ou a capacidade operacional.
A Azul solicitou proteção sob o Chapter 11 em 28 de maio e seu CEO expressou a intenção de finalizar o processo até o começo de 2026, embora isso ainda não seja garantido.
Antes de buscar essa recuperação, a companhia tentou renegociar suas dívidas com credores e arrendadores.
Comparativamente, a Latam foi a primeira a entrar em recuperação judicial em 2020, completando o processo em 2022 e atualmente alcançando uma posição de mercado favorável.
No primeiro trimestre de 2023, a Latam detinha 40% do mercado, enquanto Gol e Azul tinham 30% cada.
A Gol também acabou de concluir seu processo de Chapter 11, que durou por aproximadamente 18 meses e resultou em uma alavancagem de 5,4 vezes, encerrando com uma liquidez de cerca de US$ 900 milhões.
Apesar de enfrentar dificuldades financeiras, a Azul relatou um aumento no transporte de passageiros, com 15,68 milhões de viajantes no primeiro semestre, representando um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior.
Enquanto isso, a oferta de assentos subiu 6,5% para 20,27 milhões e o número de voos aumentou 0,83%, totalizando aproximadamente 155 mil decolagens.

