O avanço nos setores militar, de emergência e carga pode contribuir para a realização dos tão aguardados “táxis voadores” nos próximos anos, especialmente após a recente iniciativa do governo dos Estados Unidos em apoiar a indústria aérea, conforme comentaram executivos durante uma feira de aviação.
O presidente dos EUA orientou as agências reguladoras a acelerar a certificação de aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical, conhecidas como eVTOLs, visando assegurar a liderança do país diante da Ásia nesse segmento tecnológico. Essa movimentação trouxe um novo ânimo a um setor que enfrenta desafios para ganhar aceitação.
Alguns fabricantes afirmam que a viabilidade dos eVTOLs depende de desassociar sua imagem de privilégios, pois as aplicações em serviços médicos, de carga e missões militares apresentam uma alternativa mais acessível e silenciosa aos helicópteros. Empresas como BETA, Joby Aviation e Archer Aviation estão sendo impulsionadas pelo Programa Agility Prime da Força Aérea dos EUA, focado na evolução de tecnologias para aviões híbridos e de carga autônoma.
Recentemente, a Joby firmou contrato militar de 131 milhões de dólares e a Archer, de 142 milhões. Enquanto isso, o fundador da Joby destacou a importância do apoio militar e as oportunidades no setor de defesa. A BETA compartilha uma visão focada em aeronaves confiáveis para variadas missões, tendo já realizado muitas operações militares.
Durante a feira, anunciou-se uma aliança entre os EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia para acelerar a certificação global dos eVTOLs. A Wisk Aero, diferentemente das concorrentes, se dedica a serviços totalmente automatizados e afirmou contar com apoio político e financeiro para alcançar seus objetivos, embora a aceitação pública de voos automatizados possa exigir mais convencimento.
A BETA acredita que, ao colocar essas aeronaves nas mãos dos clientes, ficará evidente o seu valor comercial, como demonstrado por um trajeto que custou apenas 7 dólares de eletricidade para o aeroporto JFK. A lógica é que, ao se maximizar a utilização das aeronaves, seja possível explorar de forma eficaz os benefícios da propulsão elétrica.

