Nos últimos anos, os preços das carnes bovina e suína aumentaram significativamente, com um relatório de uma instituição pública italiana indicando um crescimento de 16% no valor da carne de bovinos adultos.
A produção de carne suína na Europa está se recuperando após um período de retração devido à redução da demanda da China. Contudo, o preço não reflete sempre a qualidade; uma análise sensorial revelou que cortes mais baratos frequentemente possuem qualidade superior aos mais caros.
O consumo per capita tem permanecido estável, com uma média de 78 a 80 quilos por ano, sendo 18 a 20 quilos deste total de carne bovina. A carne barata já é uma raridade, devido à escalada dos custos de produção e aos impactos de guerras e novas demandas de mercado, com previsões de aumento significativo nas receitas de empresas do setor para 2025.
A complexidade na movimentação de animais dentro da Europa inclui a importação de gado e o processamento de carne que é frequentemente reexportada, aumentando os custos. Mudanças nos hábitos de consumo evidenciam uma preferência por cortes nobres em restaurantes, enquanto opções mais práticas são buscadas para consumo em casa.
O alto custo do leite na Itália também influencia o setor de carnes. Empresas têm investido em certificações e rastreabilidade, embora a falta de um padrão unificado gere incertezas.
O mercado continua a evoluir, com a demanda por produtos de qualidade e sustentáveis, e o setor suinícola enfrenta desafios com a escassez de suínos e o aumento dos preços, mas espera uma recuperação.
Cooperativas de produtores e empresas estão se concentrando em uma abordagem que preza pela qualidade, sustentabilidade e bem-estar animal para atender a um consumidor mais consciente.

