O governo implementou um aumento significativo no IOF, impactando diretamente a vida financeira das pessoas, especialmente nas viagens internacionais. Os gastos com cartão de crédito saltaram de 3,38% para 3,5%, enquanto os cartões de débito globais agora enfrentam a mesma tributação.
Anteriormente, o uso de cartões de débito globais, como os disponibilizados por instituições financeiras que oferecem contas em moeda estrangeira, era a alternativa mais econômica, com uma taxa de IOF de 1,1%. Agora, tanto as operações de crédito quanto as de débito e as compras de moeda em casa de câmbio estão sujeitas a essa nova alíquota.
Dessa forma, ao utilizar R$ 10 mil no débito, o imposto pago passou de R$ 110 para R$ 350. No entanto, ao retornar com dólares, a conversão para a conta normal continua com uma taxa de 0,38%.
No que diz respeito a investimentos, o IOF também sofreu alterações, passando de 0,38% para 1,1% nas transferências de valores para corretoras estrangeiras, mas a devolução mantém a taxa reduzida.
Adicionalmente, embora o governo tenha inicialmente previsto um aumento no imposto sobre investimentos realizados por fundos brasileiros no exterior, essa taxação foi revertida para zero após a pressão do mercado. A imposição de uma taxa elevada poderia desestimular os investimentos e causar uma desvalorização do real.
As mudanças geraram críticas e preocupações sobre a confiança no mercado financeiro, ressaltando que ações rápidas e desconsideradas podem levar à perda de credibilidade por parte do governo.

