Aumento de 80% no preço do café no Brasil impacta consumo e desafia mitos sobre a bebida

O café, reconhecido como a segunda bebida mais consumida globalmente, é apreciado diariamente por milhões de pessoas, ficando atrás apenas da água.

Nos últimos doze meses, o preço do café no Brasil apresentou um aumento de aproximadamente 80%, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que afetou tanto os consumidores quanto os mercados internacionais.

Como resultado do encarecimento, houve uma queda no consumo interno, com informações da Associação Brasileira da Indústria de Café indicando que, em abril de 2025, as vendas no varejo mostraram uma diminuição de 15,96% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Além disso, existem alguns mitos em relação ao café que foram refutados por pesquisas.

Um deles é a crença de que o café mais escuro contém mais cafeína, quando na verdade, grãos com torra média apresentam maior teor de cafeína que os de torra escura, considerando a mesma quantidade preparada.

Outro mito comum é que o consumo de café prejudica o crescimento infantil; no entanto, não há evidências científicas que sustentem essa ideia, embora a ingestão excessiva de cafeína possa levar a problemas como insônia e ansiedade em crianças.

A noção de que o café provoca desidratação também é equivocada, pois estudos demonstram que o consumo moderado não impacta significativamente a hidratação do corpo, dado que a bebida é majoritariamente composta por água.

Por fim, embora o café possa acelerar os batimentos cardíacos temporariamente, não há evidências que indiquem que ele cause doenças do coração; pelo contrário, pesquisas recentes sugerem que o consumo de duas a três xícaras por dia pode estar associado a um risco reduzido de problemas cardíacos e mortalidade.

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