Os ativos de risco começam o dia em alta no cenário global, continuando a tendência de recuperação observada nos últimos dias, com as bolsas da Europa se beneficiando das expectativas de progresso nas negociações comerciais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não irá prorrogar o prazo de 9 de julho para definição de tarifas, enquanto a Comissão Europeia deve apresentar novas exigências esta semana. Este otimismo europeu contrasta com a retração observada nas bolsas asiáticas, onde a maioria fechou em queda, excetuando Hong Kong e Taiwan.
Trump aumentou a tensão ao ameaçar o Japão com tarifas de até 35%, reacendendo preocupações sobre um potencial conflito comercial mais agressivo. Apesar do panorama instável, o petróleo apresenta alta, contrariando previsões após indícios de distensão geopolítica.
Trump também mencionou que Israel concordou com um cessar-fogo de 60 dias com o Hamas, o que resulta em uma moderação das condições financeiras globais, favorecendo a atividade econômica e o crescimento.
Na agenda, os investidores estão atentos à divulgação de dados do mercado de trabalho nos EUA e às discussões no Congresso sobre um pacote fiscal que inclui cortes de impostos e revisão de despesas.
No Brasil, o cenário político continua tenso, com o governo parecendo intensificar a crise institucional que ele mesmo gerou, o que compromete sua governabilidade. No entanto, mesmo que os ativos brasileiros sejam sustentados pelo fluxo externo, riscos internos não podem ser ignorados.
O Ibovespa subiu na véspera, mas a instabilidade em Brasília permanece, com o governo buscando reverter judicialmente a revogação do aumento do IOF aprovada pelo Congresso, o que pode impactar a configuração política futura.
Diante do desgaste entre o Executivo e o Legislativo, o governo pode enfrentar consequências severas, dado que a falta de apoio político frequentemente resulta em incapacidade de articulação e governança. Além disso, um novo embate com o Congresso se avizinha, tendo em vista que parlamentares ameaçam bloquear a votação de um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, e partidos já consideram abandonar a base governista.
A inação fiscal adequada no momento causou altos custos políticos agora. Nos EUA, o início do segundo semestre trouxe uma postura mais cautelosa para os mercados de ações, destacando a leve queda do S&P 500 e do Nasdaq.
A resistência dos mercados é reflexo de uma expectativa de crescimento que poderia dificultar cortes de juros pelo Federal Reserve. A atenção se volta para o Relatório Nacional de Emprego, que indicará se há espaço para alívio na política monetária.
No campo legislativo, Trump conseguiu aprovar uma versão alterada de um projeto de lei econômico, que estende cortes de impostos, mas que também gerará um incremento significativo na dívida nacional.
As negociações comerciais dos EUA com o Japão mostram sinais de desaceleração, e a política externa americana dificulta as transações militares com países europeus que, mesmo diante de contratempos, ainda dependem da indústria bélica dos EUA.
A Porto (PSSA3) divulgou um relatório operacional que, apesar de não gerar entusiasmo, mostrou um crescimento modesto em prêmios emitidos, especialmente no setor de Auto, demonstrando uma certa estabilidade.

