A Americanas está em processo de recuperação judicial e, recentemente, avançou em sua estratégia para resolver suas obrigações financeiras, ao firmar um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para pagar dívidas fiscais que somam cerca de R$ 865 milhões.
Essa negociação proporcionou à varejista um reforço significativo, já que conseguiu eliminar integralmente juros e multas, limitados a 70% do total da dívida, resultando em uma redução de mais de R$ 500 milhões em relação ao valor original.
A empresa considera que a resolução deste acordo traz vantagens econômicas, evitando gastos com garantias judiciais e honorários advocatícios. Para cobrir o saldo restante, a Americanas pretende utilizar depósitos judiciais, créditos de prejuízos fiscais e seus próprios recursos.
A companhia indicou que as consequências deste acordo serão incorporadas nas suas demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2025. Com dois anos desde o início de sua crise, a Americanas, segundo o CEO, ainda enfrenta um longo caminho para se recuperar dos impactos de uma fraude contábil de grandes proporções.
A Americanas registrou um prejuízo de R$ 496 milhões no primeiro trimestre de 2025, em comparação a um lucro de R$ 453 milhões no ano anterior. O CEO acredita que a empresa está em um processo de transição, passando de uma fase de reestruturação para um crescimento futuro.
A diretora financeira mencionou que é possível que a Americanas saia do processo de recuperação judicial em fevereiro de 2026, caso os planos em curso se desenvolvam conforme o esperado.

