Alpargatas redefine estratégia nos EUA com parceria que visa aumentar rentabilidade das Havaianas e otimizar logística

Recentemente, em uma conversa com a equipe da Alpargatas, foi questionado por que o mercado americano se apresenta como um desafio para a empresa.

Embora muitos acreditem que o clima seja um fator, isso não explica o desempenho bem-sucedido das Havaianas na Europa em anos anteriores.

A gestão identificou que a percepção dos consumidores nos EUA em relação ao Brasil difere da europeia; enquanto os europeus valorizam a cultura tropical e o design, os americanos priorizam o conforto.

Essa falta de apreciação pela cultura brasileira resultou em vendas fracas nos EUA, criando um dilema: as Havaianas não vendem porque não estão presentes nas grandes redes de varejo ou estão ausentes das redes devido às vendas baixas?

O fato é que as vendas nos EUA nunca foram suficientes para cobrir a estrutura local, levando a Alpargatas a buscar novas estratégias para melhorar sua rentabilidade.

A primeira ação foi aumentar os investimentos em marketing, incluindo a contratação da modelo Gigi Hadid, mas isso não resolveu as questões de relacionamento com os varejistas nem a estrutura operacional nos EUA.

Recentemente, a Alpargatas estabeleceu uma parceria com a Eastman Group, alterando seu modelo de negócios no país.

Em vez de operar diretamente com logística e distribuição, a empresa se concentrará no envio das sandálias e na construção da marca, enquanto a Eastman cuidará da parte logística e comercial, aproveitando sua extensa rede de distribuição e parcerias com grandes varejistas.

Essa mudança não só abrirá novos canais de vendas e melhorará a eficiência logística, mas também deve diminuir significativamente a estrutura da Alpargatas nos EUA, potencialmente terminando com as perdas financeiras na região.

A parceria terá duração de quatro anos e não envolverá custos para as duas partes; ajustes serão feitos em 2025 para que o novo modelo entre em operação em 2026, representando um passo importante na reestruturação da Alpargatas, que já implementou melhorias no Brasil e começará a focar na rentabilidade da Havaianas Internacional a partir de 2025.

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