Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa, conhecido como “seu” Aliomar, é um agrônomo de 70 anos que reside na Serra da Ibiapaba, uma área montanhosa entre Ceará e Piauí, onde a altitude e as terras férteis tornaram a região um polo de fruticultura e produção de hortaliças, café e flores.
Após 40 anos de experiência, ele se destacou principalmente na produção de tomates, uma hortaliça altamente consumida no Brasil, com uma produção anual de 4 milhões de toneladas.
Aliomar ressalta que a evolução da ciência agrícola teve um impacto significativo em suas práticas, lembrando que, no passado, os tomates que cultivava, embora saborosos, tinham uma vida útil de apenas quatro dias.
A Basf, uma grande empresa de insumos agrícolas, reconheceu seu conhecimento e o integrou como consultor agronômico, permitindo-lhe orientar produtores em todo o Brasil sobre práticas de cultivo.
Recentemente, ele estava atendendo a agricultores no interior de São Paulo e comentou sobre como estufas poderiam proteger a produção de tomates contra geadas, destacando a importância de inovações no manejo, como a técnica de enxertia.
Ele começou a carreira agrícola mais tarde, após uma tentativa frustrada de cultivar mandioca, mas encontrou seu caminho no cultivo de tomates ao trabalhar em uma empresa familiar de frutas, decidindo posteriormente cultivar para si mesmo.
Atualmente, Aliomar gerencia uma propriedade de 30 hectares de tomate em estufas, além de outros cultivos, e fornece seus produtos para uma grande rede de supermercados.
Apoiando-se na experiência acumulada, ele divide as responsabilidades com seu filho, mantendo viva sua paixão pela agricultura.
Ele também participa de um programa de pesquisa com a Basf, que desenvolve soluções inovadoras para o setor de hortifruticultura no Brasil.
A estação experimental da empresa, localizada na região metropolitana paulista, realiza pesquisas importantes para melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos agrícolas.
Aliomar acredita que o progresso no setor agrícola é impulsionado por ciência e inovação, e que os produtores precisam acompanhar essas mudanças frequentes.

