A quinta-feira inicia com uma agenda econômica menos densa em comparação aos dias anteriores, mas ainda assim apresenta temas cruciais. As atenções se voltam para três assuntos principais: a divulgação da inflação na Zona do Euro, os índices de vendas no varejo dos Estados Unidos e a continuidade dos resultados trimestrais das empresas internacionais.
No entanto, o foco dos investidores está na indecisão comercial provocada pelo presidente Donald Trump, que precisa decidir se implementará novas tarifas em agosto ou se voltará atrás para ganhar vantagens negociais. No Brasil, a situação se torna ainda mais politizada, em meio à já existente turbulência interna.
Os mercados asiáticos tiveram um fechamento majoritariamente positivo, impulsionados principalmente por ações de tecnologia e pela expectativa de um possível reatamento das discussões entre China e EUA, com exceção de Hong Kong. Na Europa, o clima também é otimista, em parte devido ao arrefecimento da retórica de Trump em relação à China, o que trouxe um pouco de alívio aos mercados globais.
O Ibovespa conseguiu quebrar uma sequência de quedas, embora o cenário político permaneça desafiador. A situação política inclui a vitória do governo na manutenção do decreto do IOF, e o veto de Lula a um projeto que aumentaria o número de deputados, o que pode ser visto como uma provocação.
Quanto ao IOF, a expectativa era que uma revisão abrangesse operações com planos VGBL, mas isso não ocorreu, adicionando mais incertezas jurídicas ao país. Lula, que tem visto sua popularidade crescer, planeja um discurso nacional para abordar questões relacionadas à soberania.
Internacionalmente, o vice-presidente e o chanceler brasileiros estão se esforçando para evitar maiores tensões com os EUA, que estão sob a investigação da Seção 301. Nos mercados americanos, as ações oscilaram em resposta a rumores sobre a demissão de Jerome Powell, embora os índices tenham encerrado com alta, com grandes bancos superando previsões desafiadoras.
Para hoje, a agenda de resultados inclui companhias notáveis e a divulgação dos dados de vendas no varejo de junho, que são considerados indicativos da força do consumo no país. Em relação a possíveis demissões no Federal Reserve, Trump insinuou, mas rapidamente retrocedeu, levantando preocupações sobre a autonomia da instituição e gerando um consenso sobre a preservação de sua independência.
A ansiedade também aumenta à medida que se aproxima o prazo para a resposta da União Europeia às ameaças tarifárias de Trump, enquanto Lula enfrenta limitações na negociação e a agenda bilateral é complicada pela dinâmica política interna.
Finalmente, a proposta de orçamento da Comissão Europeia visa um investimento significativo em diversos setores, mas a realidade fiscal nos Estados-membros apresenta desafios. A interação entre Trump e a OTAN também mostra um tom mais conciliador, com os países europeus se comprometendo a aumentar os gastos em defesa.

