Ibovespa atinge novo recorde intradiário impulsionado por expectativa de cortes de juros nos EUA e cenário favorável para o Brasil

O índice Ibovespa alcançou um novo recorde intradiário, atingindo 142.027,63 pontos, com uma alta de 2,03% nesta quinta-feira. O anterior máximo intradiário era de 141.563,85 pontos, registrado em 4 de julho. No acumulado do mês, o índice já apresenta uma valorização de 7%.

Esse desempenho é impulsionado pela expectativa de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos. A próxima reunião do Federal Reserve, programada para setembro, segue discursos do presidente da instituição, que demonstrou abertura para um relaxamento nas taxas.

Além disso, a demissão da integrante do Fed, Lisa Cook, pelo presidente Trump, levanta questões sobre a independência do banco central americano e impacta a cotação do dólar. A desvalorização da moeda dos EUA favorece economias emergentes como a brasileira, enquanto o mercado também começa a precificar uma possível redução da taxa Selic, atiçando o interesse dos investidores.

O primeiro semestre do Ibovespa foi positivo, com uma fraqueza global do dólar beneficiando não apenas o Brasil. No entanto, uma inversão no cenário do câmbio em julho resultou em um leve recuo dos ativos. Em agosto, a expectativa de corte de juros nos EUA trouxe um novo fôlego às ações brasileiras, com a renda fixa americana apresentando lucros menores e atraindo investidores para ativos internacionais.

Para os próximos meses, fatores internos como dados econômicos recentes também se tornam relevantes. Exemplos incluem o Caged de julho, que ficou abaixo das expectativas, sugerindo um possível corte na Selic, e o IPCA-15, que indicou a primeira deflação desde julho de 2023. Existe uma expectativa de que, ao final do ano, possa ocorrer um corte na taxa de juros.

Outro aspecto importante é o panorama eleitoral para o próximo ano, com discussões sobre uma mudança política que favoreça o mercado. As pesquisas já indicam uma elevada desaprovação do governo atual, sugerindo viabilidade para uma troca de poder em 2026.

O monitoramento dos riscos fiscais e tensões comerciais é essencial, mas não deve ofuscar os fatores que atraem investidores para o mercado brasileiro.

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