A Ágora Investimentos manteve a mesma seleção de ativos em sua carteira recomendada mensal de dividendos para setembro, incluindo Copel (CPLE6), CPFL Energia (CPFE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaú (ITUB4) e Telefônica Brasil (VIVT3).
O objetivo do portfólio é garantir maior previsibilidade no fluxo de caixa das empresas presentes, com uma expectativa de retorno médio de aproximadamente 7,7% via dividendos para 2025.
No mês de agosto, até o dia 27, a carteira apresentou um desempenho positivo de 5,2%, superando a alta de 4,6% do Ibovespa.
Os analistas destacam que as operações da CPFL são robustas e proporcionam um fluxo de caixa estável, resultando em dividendos atrativos para os investidores em busca de renda. A Ágora acredita que os proventos da companhia se mantêm competitivos e podem suavizar os riscos do ambiente macroeconômico brasileiro.
Em relação à Copel, eles mencionam três fatores importantes: o aumento da liquidez com a mudança para o Novo Mercado da B3 prevista para 2025, a participação no segundo leilão de capacidade do Brasil e a revisão tarifária da distribuidora marcada para junho de 2026, o que pode impulsionar a base de ativos regulatórios.
Esses elementos reforçam uma visão otimista em relação à empresa, que também planeja aumentar a distribuição de lucros, elevando o Yield de dividendos para cerca de 10% ao ano nos próximos três anos.
Embora a Ágora identifique desafios que podem afetar a performance da Caixa Seguridade ao longo do ano, acredita que a distribuição de dividendos funcionará como um amortecedor contra preocupações maiores com os resultados.
Quanto ao Itaú, os analistas atualizaram suas previsões de dividendos, com um rendimento de até 10,5% este ano, considerando os níveis projetados de crescimento de empréstimos. A recomendação da Ágora para ITUB4 é de destaque entre os bancos.
Por fim, projetam que os investimentos da Telefônica Brasil permaneçam estáveis em 2025, com a empresa demonstrando uma forte geração de caixa e um dividend yield estimado em torno de 6% para 2025 e 8% para 2026.

