A Petrobras deu início, no domingo, a um esperado simulado de emergência na Bacia da Foz do Rio Amazonas, conforme anunciado pela empresa na segunda-feira, após informações de fontes com conhecimento do assunto.
A Avaliação Pré-Operacional (APO) é vista como a fase final do processo de licenciamento, anterior à decisão do Ibama sobre a autorização para a perfuração de um poço exploratório de petróleo e gás na área.
Segundo a Petrobras, a APO começou pelo Ibama às 18h10 do dia anterior. O exercício envolverá mais de 400 pessoas, além de uma variedade de recursos logísticos, incluindo embarcações grandes, helicópteros e uma sonda de perfuração que será posicionada em águas profundas do Amapá.
O tempo estimado para a realização do simulado na Foz do Amazonas é de três a quatro dias. A indústria de petróleo vê um grande potencial na descoberta de significativas reservas na região, embasada em descobertas exitosas em áreas geológicas semelhantes, como Suriname e Guiana.
No entanto, existe resistência de segmentos da sociedade e do governo devido aos riscos socioambientais envolvidos. A Petrobras afirmou que, a partir do cenário emergencial determinado pelo Ibama no início do exercício, mobilizará embarcações, veículos, centros de fauna e aeronaves para a resposta.
A companhia reiterou que apenas o simulado será realizado, e a perfuração ocorrerá somente após a aprovação da licença pelo Ibama. A última operação semelhante foi em setembro de 2023 na Margem Equatorial da Bacia Potiguar, ocasião em que a Petrobras obteve a Licença de Operação para o bloco BM-POT-17.
O Ibama, por sua vez, não se pronunciou imediatamente sobre o início da operação na Foz do Amazonas.

