Serviços postais ao redor do mundo estão interrompendo as entregas de encomendas para os Estados Unidos devido à incerteza sobre a tributação de pacotes de baixo valor que não mais se beneficiarán da isenção de impostos a partir da próxima semana.
Com o fim da isenção de de minimis, que impacta mais de 4 milhões de encomendas diárias, as mercadorias enviadas de outros países precisarão aderir a tarifas e regulamentações alfandegárias.
Enquanto presentes de valor inferior a US$ 100 continuarão isentos, empresas como o Korea Post e o SingPost anunciaram a suspensão de certos serviços, deixando apenas opções premium sujeitas a taxas.
A situação se agrava com alertas de possíveis atrasos e retornos de encomendas provenientes do Japão, além de ajustes realizados por serviços postais europeus, como os correios da Noruega e da Finlândia.
Essa alteração nas normas levanta preocupações sobre a potencial saturação de produtos de baixo custo, especialmente da China, em outros mercados devido às novas barreiras comerciais impostas pelos EUA.
A DHL destacou a falta de clareza sobre a cobrança de direitos aduaneiros e os requisitos de dados a serem compartilhados com as autoridades americanas.
Outros países, como a República Checa e a Áustria, também estão suspendendo suas remessas, enquanto o Royal Mail do Reino Unido planeja uma pausa breve para implementar um novo sistema de tarifação.
Por sua vez, a Lufthansa Cargo excluiu remessas postais aéreas dos EUA a partir de 25 de agosto, mas cargas gerais continuam a ser aceitas. Até o momento, não há mudanças no prazo estipulado, e a FedEx confirmou que suas operações não foram impactadas pelas decisões das organizações postais.

