O fechamento da temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 ocorreu na última sexta-feira e, de acordo com analistas, as divulgações feitas pelas empresas listadas na B3 apresentaram-se, em sua maioria, superiores às previsões do mercado.
A analista Larissa Quaresma destacou que algumas ações ignoraram o cenário macroeconômico conturbado e conseguiram valorizações significativas em virtude dos resultados financeiros. Ruy Hungria também enfatizou que, apesar da taxa Selic em 15%, diversas companhias entregaram resultados robustos.
Entre as mais de 400 empresas, algumas se destacaram positivamente, enquanto outras ficaram aquém das expectativas. Os analistas da Empiricus Research, Caio Araujo, Larissa Quaresma, Matheus Spiess e Ruy Hungria, opinaram sobre as empresas que brilharam nesta temporada.
A Eletrobras foi mencionada como um destaque, com resultados consistentes e a promessa de R$ 4 bilhões em dividendos, resultando em um yield de cerca de 4,5%, o que provocou um aumento superior a 20% nas suas ações após a divulgação. Ruy Hungria comentou que os proventos da Eletrobras tornaram-se cada vez mais atraentes, com um dividend yield superior a 8% nos últimos doze meses, sugerindo um ótimo potencial de retorno pós-privatização.
A Direcional também se destacou, com a sua receita líquida atingindo R$ 1,1 bilhão, a maior da sua história, e um lucro líquido operacional de R$ 184 milhões, refletindo um crescimento de 36%. O analista Caio Araujo previu que a empresa deverá aumentar a distribuição de dividendos, que já alcançou 8% em 2025, e destacou a boa performance das vendas e a manutenção de margens elevadas.
O BTG Pactual surpreendeu ao reportar um lucro líquido ajustado de R$ 4,2 bilhões, um salto de 42% em relação ao ano anterior, superando as expectativas do mercado. O banco observou um forte desempenho nas áreas de Investment Banking e Sales & Trading, com recordes de receita em ambas.
Outras empresas que também receberam elogios foram Itaú, Smart Fit, Porto, Alpargatas, Iguatemi e Moura Dubeux.
Por outro lado, o Banco do Brasil se destacou negativamente, pois seus resultados ficaram aquém das expectativas, especialmente devido à persistência da inadimplência no agronegócio, afetando seu retorno sobre o patrimônio líquido que registrou seu nível mais baixo desde 2016.

