Neste domingo, a saída de dois membros do conselho fiscal do GPA revelou a tensão crescente entre os acionistas ao longo dos últimos meses.
De um lado estão Casino e o grupo de Ronaldo Iabrudi, que detêm cerca de 45% da empresa, enquanto do outro estão os novos investidores liderados por Rafael Ferri, com 8%, que discordam sobre a melhor abordagem a ser adotada em meio a um longo processo de reestruturação.
Em meio a isso, os Coelho Diniz, novos acionistas que possuem 18% da companhia, permanecem neutros, gerando inquietação entre as partes envolvidas.
André Francez Nassar e Diego Xavier Mendes, que renunciaram, criticaram o gerenciamento atual, com Nassar chamando a administração de “incompetente” e “opaca” em sua carta de renúncia, mencionando sua frustração por não ter acesso necessário para realizar suas funções.
Ele havia solicitado dados financeiros detalhados sobre as lojas, mas a empresa defendeu que fornece informações de acordo com as normas vigentes.
Nassar relatou preocupações sobre a situação financeira da companhia, atribuindo-a às decisões de um pequeno grupo de acionistas.
Enquanto isso, havia uma preocupação interna com possíveis conflitos de interesse, dado que Nassar pertence à família que controla a rede Mambo, diretamente concorrente do GPA.
A diferença de visões entre os conselheiros também se reflete no ritmo de crescimento desejado: os novos investidores querem acelerar a expansão, enquanto a gestão atual optou por uma abordagem mais cautelosa, decidindo suspender a abertura de novas lojas devido ao cenário de juros altos.
As ações do GPA mostraram-se voláteis, com um aumento de 13% neste ano, e a expectativa é que os Coelho Diniz eventualmente choquem um posicionamento claro na disputa.

