Recentemente, uma reflexão sobre a fase da vida em que se possui mais recursos financeiros do que tempo gerou diversas respostas e interações em redes sociais. Muitas pessoas sentiram-se conectadas à discussão, que, em sua essência, destaca um aspecto pouco abordado: enquanto a busca pela independência financeira é frequentemente debatida, a manutenção do patrimônio e o estilo de vida na maturidade são temas que merecem mais atenção.
Com 57 anos e após viver experiências significativas como profissional, empreendedor e investidor, percebo que alcançar a autonomia financeira é apenas o começo de uma nova jornada. A fase seguinte, e talvez mais desafiadora, envolve a busca por propósito, já que muitos se vêem perdidos sem a corrida constante atrás de metas financeiras.
Alguns continuam acumulando por inércia, enquanto outros se lançam em novas experiências, mas sem encontrar satisfação. Anastasia Koroleva, uma empreendedora que compartilha suas vivências após a venda de sua empresa, sugere que a pós-independência financeira é composta por três aspectos fundamentais:
- Segurança estrutural, que garante um padrão de vida sustentável ao longo do tempo;
- Independência de propósito, que foca em atividades que trazem satisfação pessoal mesmo sem retorno financeiro;
- Autonomia emocional, que promove uma vida sem comparações e com foco no próprio ritmo.
Reconhecer que o ativo mais valioso está no tempo e não apenas nas contas é um insight crucial para aqueles que alcançaram a independência financeira e buscam um significado mais profundo em suas vidas.

