Neurogram levanta US$ 3 milhões em rodada de investimento para expandir análise de dados neurológicos e atender crescente demanda do mercado

A Neurogram, uma startup focada em tecnologia para a organização e análise de dados neurológicos, cofundada por Daniele de Mari, obteve um segundo aporte financeiro de US$ 3 milhões durante uma rodada de investimento inicial que teve a Headline como líder. Este investimento se junta aos US$ 1,4 milhão já arrecadados nos Estados Unidos.

Daniele, de 25 anos, explicou que o recurso recebido anteriormente foi utilizado para desenvolver o produto ao longo de um ano e meio, e agora o novo investimento será para expandir as operações.

A empresa já processou mais de 10 mil exames neurológicos e espera atingir 100 mil até o fim de 2025, com clientes como o Hospital Albert Einstein e a Clínica Sinapse, além de uma longa lista de espera.

A trajetória de Daniele começou em 2021, quando fundou a Neurogram enquanto ainda estudava Neurociência, buscando centralizar e uniformizar os exames neurológicos, especialmente eletroencefalogramas.

A ideia surgiu após uma experiência em que presenciou uma crise epilética durante um exame, levando-a a perceber a necessidade de uma abordagem mais moderna na análise de dados nesta área. Atualmente, é necessário usar sete softwares diferentes para acessar um eletroencefalograma, o que não está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, mas a solução da Neurogram reúne cinco softwares em um único sistema.

Apesar de desafios iniciais para atrair investidores devido ao seu gênero e origem, Daniele e Heitor Ettori, seu sócio e neurologista, acreditam que a missão da Neurogram vai além de lucro, priorizando a ciência e a responsabilidade social em suas práticas.

Daniele enfatiza seu entusiasmo pelo trabalho, afirmando que continuaria na empresa mesmo que não fosse financeiramente viável.

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