Quando Alice Blair entrou no MIT como caloura em 2023, estava animada para estudar ciência da computação e se conectar com outras pessoas interessadas em desenvolver a inteligência artificial de maneira positiva para a sociedade.
No entanto, atualmente, ela se afastou da universidade, preocupada com a possibilidade de a chamada “inteligência artificial geral” (AGI) representar uma ameaça à sobrevivência humana. A AGI é uma forma hipotética de IA que poderia desempenhar várias funções tão eficientemente quanto os seres humanos.
Blair, originária de Berkeley, Califórnia, expressou seu medo de não estar viva para se formar devido à AGI, afirmando que, sob as circunstâncias atuais, o resultado mais provável dessa evolução seria a extinção humana.
Ela agora trabalha como redatora técnica em uma ONG focada na segurança em IA, onde escreve notícias e artigos científicos, deixando o MIT de lado na crença de que seu futuro está no mundo real.
Outros estudantes também compartilham esse receio sobre o potencial destrutivo da IA, principalmente se ela acabar se tornando senciente e agir contra os interesses humanos.
Um relatório recente do Departamento de Estado dos EUA aponta um risco significativo de eventos catastróficos relacionados à IA, o que gerou um aumento nas iniciativas para criar mecanismos de segurança.
Apesar das preocupações, muitos jovens estão abandonando a universidade para se dedicarem a empreendimentos no setor de IA. Nesse contexto, a maioria dos alunos demonstrou inquietação quanto ao impacto da IA em suas futuras carreiras, com pesquisas indicando que muitos acreditam que trabalhos automatizados podem aparecer rapidamente.
Profissionais da área alertam que a IA pode comprometer substancialmente o mercado de trabalho, impactando empregos de nível inicial e elevando taxas de desemprego.
Enquanto isso, há um aumento de estudantes que decidem deixar a faculdade para empreender no mercado de tecnologia, com alguns obtendo avaliações milionárias em suas startups.
Essa decisão envolve riscos, visto que a falta de um diploma pode limitar ainda mais as opções nesse novo cenário, onde muitos líderes de startups aconselham os estudantes a permanecerem nos estudos, ressaltando que é possível que oportunidades melhores surjam no futuro.
Blair admite que abandonar a faculdade não é uma escolha para todos e que requer uma forte resiliência.

