BR Partners apresenta resultados do segundo trimestre de 2025 com lucro antes de impostos superando expectativas e crescimento em segmentos estratégicos

Na quinta-feira (7), após o fechamento do mercado, o BR Partners divulgou os resultados do segundo trimestre de 2025, que se alinharam às expectativas do mercado. O lucro antes de impostos superou a média projetada em 8%, apresentando um crescimento sequencial de 18% e um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

Entretanto, o lucro final, que alcançou R$ 45 milhões, teve um crescimento mais modesto de 5% em relação ao trimestre anterior e uma queda de 13% em comparação ao ano passado, em parte devido ao aumento da carga tributária. O retorno sobre o patrimônio (ROE) cresceu 1 ponto percentual, totalizando 22,6%.

Este trimestre também foi marcado por uma recuperação nas emissões do mercado de capitais, que tinham enfrentado dificuldades nos meses iniciais do ano. A receita totalizou R$ 139 milhões, com um aumento de 9% em relação ao trimestre anterior, embora tenha ficado 2% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Entre os segmentos, Treasury Sales & Structuring destacou-se com um crescimento de 39% sequencialmente e 27% anualmente, impulsionado pela demanda por instrumentos de hedge para emissões de dívida. A Remuneração do Capital também teve um crescimento significativo de 33% em relação ao trimestre anterior e 24% em relação ao ano anterior, além da vertical de Gestão de Patrimônio, que cresceu 14% t/t e 13% a/a, beneficiada por captações de R$ 1,7 bilhão.

Por outro lado, o segmento de Investment Banking & Capital Markets teve um desempenho negativo, com quedas de 6% t/t e 17% a/a, ainda que tenha havido uma recuperação nas emissões. A eficiência se destacou positivamente, com as despesas totais crescendo apenas 3% em relação ao trimestre anterior e caindo 10% em relação ao ano anterior, principalmente devido a cortes em despesas com pessoal e administrativas.

O lucro antes dos impostos chegou a R$ 64 milhões, marcando uma expansão significativa de 18% t/t e 10% a/a, embora a composição das receitas, que tende a ser mais onerosa em termos tributários, tenha impactado a eficiência fiscal da empresa. Apesar disso, o lucro final apresentou uma leve expansão de 5% em relação ao trimestre anterior, embora ainda estivesse 13% abaixo do ano passado.

O ROE também se manteve saudável, com um crescimento em 1 ponto percentual. De modo geral, o resultado foi considerado neutro, com surpresas positivas nas despesas que foram compensadas pela eficiência tributária reduzida.

A empresa anunciou o lançamento de um programa de Receipts de Depósito Americanos na Nasdaq, possibilitando que investidores estrangeiros adquiram suas ações diretamente. Esse movimento é visto de forma favorável, podendo expandir a avaliação de mercado atualmente em 7,0x (P/L 2026), e a recomendação de compra para as ações permanece.

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