Na terça-feira (5), após o fechamento do mercado, a Prio (PRIO3) apresentou os resultados do segundo trimestre do ano, confirmando as expectativas pessimistas do mercado devido a interrupções na produção, que em alguns aspectos foram ainda mais severas.
A diminuição do preço do petróleo e o aumento nos custos de extração foram os principais fatores que impactaram seu desempenho. A receita líquida foi de US$ 470 milhões, representando uma queda de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior (US$ 707 milhões) e ficou 6% abaixo das previsões de mercado, que eram de US$ 497 milhões.
O preço médio do barril foi de US$ 66, apresentando uma redução de 22% ano a ano, e houve também uma queda de 4% no volume de vendas. O custo de extração foi de US$ 13,8 por barril, com um aumento de 8% em relação ao trimestre anterior, o que gerou um custo total de US$ 116 milhões, um incremento de 48% ano a ano, principalmente devido aos altos gastos no campo de Peregrino, que opera sob a gestão da Equinor e pressiona os custos médios da empresa, representando 42% das vendas.
O resultado bruto, resultado da combinação de custos mais elevados e preços de venda menores, foi desanimador, totalizando US$ 300 milhões, uma queda de 57% em relação ao ano anterior. A margem bruta caiu para 15%, em comparação com 52% no segundo trimestre do ano passado.
As despesas administrativas permaneceram estáveis, resultando em um EBITDA de US$ 250 milhões, 14% abaixo da expectativa de US$ 290 milhões. O lucro líquido foi de US$ 153 milhões, impulsionado por créditos fiscais.
Apesar dos resultados negativos, as expectativas já estavam ajustadas para um cenário desfavorável no trimestre, com a produção aumentando em junho para cerca de 109 mil barris por dia, retomando a média do primeiro trimestre.
A atenção agora se volta para os próximos trimestres, com as expectativas em relação aos campos Wahoo e Peregrino, que devem aumentar a produção diária em quase 100% em relação aos níveis atuais, além de uma significativa redução nos custos de extração, os quais devem melhorar a eficiência e o crescimento da empresa.
Com um múltiplo P/L projetado de 6x para o final de 2026 e uma expectativa de fluxo de caixa livre de 58% para os acionistas no biênio 2026-2027, a visão sobre a Prio continua otimista.

