A BB Seguridade anunciou um lucro de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre, representando um crescimento de 19,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado em um comunicado ao mercado.
O resultado atendeu às expectativas de especialistas, que também previam a mesma quantia. Esse desempenho foi impulsionado por uma significativa expansão no resultado financeiro combinado, resultado da gestão eficiente da holding e do aumento no saldo das aplicações financeiras das empresas do grupo.
Entretanto, houve uma queda na emissão de prêmios pela Braseg, que voltou a ser uma preocupação, levando a empresa a ajustar suas projeções. No total, foram emitidos R$ 3,7 bilhões, o que representa uma diminuição de 0,5% em relação ao ano anterior e de 7,6% comparado ao primeiro trimestre, resultando em uma queda semestral de 3,4%.
Inicialmente, a companhia esperava um crescimento dos prêmios entre 2% e 7% para este ano. Além disso, o segmento agrícola apresentou uma significativa queda de 22,9%, enquanto o prestamista recuou 4,9%, ambas devido a uma diminuição nas vendas, embora tenha havido um crescimento de 5,5% nos produtos para pessoas físicas.
O lucro líquido gerencial recorrente na área de seguros aumentou em 25,4%, impulsionado pelo resultado financeiro e uma redução da sinistralidade. Com as novas projeções, a empresa agora antecipa um crescimento do resultado operacional não relacionado a juros entre 1% e 4%, em contraste com a estimativa anterior de 3% a 8%.
A emissão de prêmios pela Braseg pode aumentar em até 1% no cenário otimista, mas pode cair até 4% no pessimista. No segmento de previdência, a Brasilprev registrou um aumento de 19,8% no lucro devido à redução do custo do passivo, enquanto a Brasilcap teve um crescimento de 4,7%, puxado pelas receitas de cota de carregamento.
Na BB Corretora, o lucro líquido subiu 11,2%, sustentado por um aumento de 5,6% nas receitas de corretagem.
O presidente da BB Seguridade, André Haui, destacou que, apesar de um panorama desafiador, a companhia conseguiu aumentar sua rentabilidade, e anunciou sua saída do cargo, que será ocupado por Delano Valentim de Andrade entre 2025 e 2027.

